Para quem leu o post sobre Ornatos Violeta, e se lembra de eu não ter dado grande importância aos novos projectos dos membros da banda... preciso dizer que já não penso assim, e aos poucos começo a ver que é realmente possível que todos eles venham a ter novas bandas com um elevado grau de qualidade, quase ao nível dos Ornatos.
Porque é que eu penso assim?
Ora bem, ontem tive a oportunidade de assistir a um concerto de Nuno Nico (o novo projecto do Nuno Prata). Foi uma iniciativa da RUC (rádio universidade de coimbra), "Festival Santos da Casa" e realizou-se no auditório do IPJ. Incrivelmente, e para grande tristeza minha, não aparaeceram mais de 15 pessoas para assistir ao espectáculo (em que também tocariam os OvO). Isto terá sido ainda mais desagradável para os músicos... mas não deixei de me sentir muito mal, tanto devido às ausências, como à suposta má divulgação... Aparte disso, devo dizer que foi absolutamente encantador voltar a ver o Nuno (guitarra, baixo e voz) e descobrir que tem uma voz muito bela, e conhecer o talento de Nicolas Tricot (Bateria, Flauta Transversal, Kazoo, Metalofone, Voz).
Ao longo de aproximadamente 45 minutos, pude conhecer magníficas composições... as letras são simples, directas mas tocaram-me cá no fundo... Notam-se várias influências, nomeadamente Sérgio Godinho e até Ornatos. As musicas são em português e consegue sentir-se de facto uma "portugalidade" no espírito das melodias.. Gostei da atitude e entrega de Nico, que mostrou desempenhar as suas funções com imensa criatividade, dando um toque de frescura aos temas. Quando o concerto terminou, estava pronta para ouvir tudo de novo. Adorei... espero voltar a vê-los em breve...
Bem, o EP já saiu.. espero arranjá-lo.
Seguiu-se a actuação dos OvO, que também anseava e pouco conhecia. Fiquei também agradávelmente surprrendada.. bastante consistentes.
Esta noite valeu bem a pena. Dois concertos dignos encher uma sala- já por si pequena- mas onde predominaram as cadeiras vazias... Eu estive lá. E sinto-me cheia de sorte por ter tido esta oportunidade.

Um professor ateu desafiou os seus alunos com esta pergunta:
- Deus fez tudo que existe?
Um estudante respondeu corajosamente:
- "Sim, fez!"
- Deus fez tudo, mesmo?
- Sim, professor - respondeu o jovem.
O professor replicou:
- Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se que nossas acções são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mal.
O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, vangloriava-se por ter provado uma vez mais que a Fé era um mito.
Outro estudante levantou a mão e disse:
- Posso lhe fazer uma pergunta, professor?
Sem dúvida, respondeu-lhe o professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
- Professor, o frio existe?
- Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?
O rapaz respondeu:
- Na verdade, professor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que
consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou objecto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.
- E a escuridão, existe? - continuou o estudante.
O professor respondeu:
- Mas é claro que sim.
O estudante respondeu:
- Novamente o senhor engana-se, a escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O
prisma de Newton decompõe a luz branca nas varias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca. Como se faz para
determinar quão escuro está um determinado local do espaço? Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.
Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor:
- Diga, professor, o mal existe?
Ele respondeu:
- Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e
violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.
Então o estudante respondeu:
- O mal não existe, professor, ou ao menos não existe por si só. O mal é
simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a Fé ou o Amor, que existem como existe a Luz e o Calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente nos seus corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz."